Para ser adequadamente avaliado em seu contexto, será melhor que o conteúdo do presente estudo seja lido na sequência em que foi elaborado. Sugerimos que se imprima um tópico por dia e a leitura seja meditada com tranquilidade, alma desarmada, em espírito de oração e escuta. |
1.- Apresentação
Embora a Igreja Católica aprove apenas oito aparições atribuídas à Maria Santíssima, há registros de que desde o ano 40 d.C. a Mãe de Jesus vem Se manifestando ininterrupta e sobrenaturalmente a vários filhos da Igreja erigida por Seu Filho.Essas intervenções se intensificaram em freqüência e magnitude a partir dos últimos dois séculos. De tal forma isso tem sido freqüente que se tornou impossível à Igreja deixar de se manifestar. Muitas vezes até contrariando sua postura cautelosa e reservada quanto a esses fenômenos.
Inúmeras manifestações sobrenaturais contemporâneas
Ninguém de bom senso poderá fazer vista grossa às inúmeras manifestações sobrenaturais ocorridas no século XX e que ainda prosseguem em pleno terceiro milênio. Aparições atribuídas a Maria Santíssima, ao próprio Cristo, mensagens, advertências, profecias, milagres eucarísticos, estátuas que choram e sangram. Enfim, inúmeros sinais que apontam para a natureza transcendente do homem e que a modernidade voluntariamente preferiu banir em nome da razão científica, do naturalismo e da auto-suficiência humana.
O objetivo desse website é trazer uma reflexão sobre o contexto de alguns trechos de recentes intervenções e mensagens de Maria Santíssima. Comparar, a partir do século XIV até o presente, alguns elementos do conteúdo histórico, social, fenomenológico, profético e teológico dessas grandes aparições marianas, relacionando-os com algumas passagens e características da Revelação Divina, oferecida à humanidade através das Sagradas Escrituras, por intermédio dos antigos profetas de Israel, do próprio Cristo e, posteriormente, pelos santos pais da Igreja.
Um rei rejeitado
Nesse estudo, partimos do princípio de que o esperado rei e Messias de um povo, o povo hebreu, anunciado insistentemente por inúmeros profetas de Sua raça, desde cerca de mil e oitocentos anos antes de Sua vinda, não foi aceito. Mais do que isso: foi desprezado e lançado à ignomínia, incompreendido em Sua extraordinária e inigualável conduta e doutrina mas que, durante vinte séculos, por ação do poder de Deus, resultou na construção da civilização ocidental.
Também consideramos que o povo hebreu, uma vez não tendo aceito o Seu Messias apesar dos meticulosos sinais profetizados por séculos e unicamente aplicados a Ele e a nenhum outro —como por exemplo: "o preço da traição seria de 30 moedas de prata" (Zc 11:12 e Mt 26:15); "ficaria mudo frente aos seus acusadores" (Is 53:7 e Mt 27:12), "teria seus pés e mãos traspassados" (Sl 22:16 e Lc 23:33), etc— permanece uma expectativa do que se presume a vinda do "verdadeiro" messias. E que, por enquanto, ainda não veio.
Destinado a ser sinal de contradições
Levando em conta que nem todo o povo hebreu O rejeitou e que Seus continuadores mais íntimos eram da mesma raça e propagaram Seus ensinos e doutrina às custas do próprio sangue, o Messias rejeitado por Israel, Jesus de Nazaré, apresenta-Se como a figura mais extraordinária e contraditória de nosso planeta.
Maria, Sua Mãe, sobre Seu Filho ainda um bebê em Suas primeiras semanas de vida, ouviria dos lábios proféticos do velho Simeão:
“E Simeão os abençoou, e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel; e a ser um sinal que provocará contradições —e uma espada transpassará a tua alma—; a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações” (Lc 2, 34-35)
Realmente, Jesus de Nazaré até hoje permanece o maior sinal de contradição em todos os corações.
Iminência de um desfecho cósmico, espiritual
A despeito de todo esforço de Seus inimigos mortais para derrotá-lO, Sua presença e Seu evangelho prevalecem em incontáveis corações, prenunciando assim um formidável desfecho de proporções cósmicas, espirituais inimagináveis.
Sim, um desfecho, porque as mesmas profecias que foram meticulosas ao descreverem em detalhes Sua vinda e permanência entre os povos de todas as nações da terra, prenunciam também o acirramento da impostura e da iniquidade de Seus inimigos. Daqueles que não O aceitaram, não O aceitam e não O aceitarão nunca. E cuja pretensão é se imporem à força contra o que foi anunciado como o "Filho do Deus Vivo", o "Principe da Paz", o "Redentor da humanidade", "o cordeiro que tira os pecados do mundo"...
O embate entre a doutrina do Verbo de Deus e a doutrina dos homens, popularizada como conhecimento secreto ou esotérico
Assim, nesse estudo, serão abordados pontos destoantes —e mesmo antagônicos— entre a doutrina de Jesus Cristo, anunciado pelos profetas como a encarnação do "Verbo", da "Palavra de Deus", em contraposição às doutrinas gnósticas e panteístas de todos os tempos.
Essas doutrinas gnósticas e panteístas são disseminadas sob o rótulo de conhecimento esotérico ou iniciático sob as mais variadas faces e expressões. Seduzem por insinuarem serem detentoras de um conhecimento superior e à parte, unicamente revelado a uma irmandade seleta e eleita. Veremos algumas de suas conseqüências morais e espirituais sobre o comportamento humano contemporâneo.
Dessas doutrinas esotéricas surgiram expressões hoje bastante popularizadas, tais como movimento “nova era”, “era de aquário”, “evolução planetária”, “nova ordem mundial”, “mestres ascensionados”, “auto-iluminação”, etc. Invigilantemente muitos de nós absorvemos com naturalidade e boa intenção essas expressões e através delas remodelamos nossos paradigmas espirituais. E com isso engrossamos seus cordões.
O governo oculto do mundo e as sociedades secretas
Mas investigando a raiz desses movimentos é possível averiguar sinais de que todos eles surgiram na surdina das sombras dos templos das sociedades secretas ou por grupos (esotéricos ou não) por elas insuflados.
E da sutileza dos sofismas dessas doutrinas veiculadas, movimentam-se os tentáculos despercebidos do governo oculto do mundo que se impõe desde séculos antes de Cristo.
Esse governo oculto tem objetivos materiais espirituais definidos e concretos. O principal deles é, dissimuladamente, estabelecer a “ditadura planetária” do anticristo previsto pelos antigos profetas, pelo próprio Cristo e muitos santos e pais da Igreja.
O engodo da "religião planetária"
Partindo do princípio de que a religião é uma necessidade da alma humana, o governo oculto do mundo labora clandestinamente para impor suas doutrinas de rebelião em contraposição à unidade da doutrina do Cristo. Habilmente, sabe incutir nas massas o seu falso conceito de espiritualidade —denominada “religião planetária”— mas cuja finalidade não é outra senão demolir radicalmente a religião cristã, monoteísta, e contrária a seus propósitos.
Para tanto vem fomentando, então, o reavivamento de milenares doutrinas e práticas pagãs, radicalmente contrárias e já de muito condenadas veementemente pela Revelação Divina por serem perniciosas à alma humana.
Disso resultou o exagerado ecumenismo relativista que vivemos hoje e que fatalmente vai culminando na perda da verdadeira fé, no indiferentismo religioso, na eclosão do ateísmo e na deliberada opção consciente pelo paganismo. Coisa jamais vista na história da humanidade.
O papel espiritual e co-redentor da "Mãe do Verbo"
O homem contemporâneo perdeu o sentido essencial e a verdadeira meta de sua existência. Esqueceu-se e desvinculou-se do Semeador Divino que, na mais constrangedora humildade, durante três anos formou 12 obtusos homens em apóstolos e vários outros discípulos para darem prosseguimento à Sua muito bem definida missão redentora iniciada. Missão de anunciar um reino, não terreno, mas "do céu", espiritual. Um reino não deste mundo, mas do outro. Reino do espírito.
Em gestos de extremo amor e com ações sobrenaturais nunca antes presenciadas na terra, Jesus estabelece Sua pessoa e Sua doutrina como a imprescindível manifestação da misericórdia concedida pelo Criador.
Após Sua morte e ressurreição fundamenta Sua Igreja tendo previamente escolhido um dos discípulos, humano e imperfeito, outorgado não pela "carne e o sangue" (Mt 16,17), mas pelo poder do Pai, para ser o pastor de Seu rebanho. A esse rebanho, que passa a ser Seu corpo místico, o "povo de Deus" na terra e a quem o próprio Jesus denomina "minha Igreja" (Mt 16:18) afiançando que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela:
“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt, 16: 18-19). “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim do mundo”. (Mt 28,20).
Essa "sua Igreja" nasceu no dia de Pentecostes, estando os discípulos em oração em torno de Maria, Mãe de Jesus (At 1, 14). E Maria, uma vez tendo sofrido com Seu Filho a dolorosa amargura da ingratidão humana, passaria a ser, a partir de então, Mãe e co-redentora da Igreja do Senhor.
E é exatamente neste contexto de Mãe da Igreja, Mãe da Humanidade e Mãe do Senhor que abordaremos essas grandes intervenções de Maria Santíssima por todo o planeta. Sobretudo em nossa agnóstica época contemporânea, submissa passivamente aos ditames do governo oculto do mundo.
Reivindicando um direito e um dever
Portanto, nesse estudo trataremos de assuntos delicados. Adiantamos que, em nenhum momento, pretendemos exercer julgamentos sobre pessoas sinceras que acalentam suas crenças com honestidade e valor. Todo julgamento compete unicamente ao Pai Celestial e à consciência de cada um.
Por outro lado, não podemos deixar de reivindicar nosso direito —e também nosso dever— de exaltar a figura de Nosso Senhor Jesus Cristo, reverenciando-O na Sua verdadeira dignidade espiritual como a concebemos, bem como situá-lO, com absoluta clareza, no divino papel que Lhe compete como Príncipe da Paz e das Nações.
E, para tanto, simplesmente refletindo e discernindo, com serenidade e argumentação, sobre algumas conseqüências de fatos e evidências que por si mesmos retratam o teor e a dimensão dessa complexa e intricada conspiração cósmica, suas doutrinas, suas práticas e tangíveis consequências.
Para citar este texto:
1 - Apresentação
Mensagens de Maria e a conspiração da "nova era"
http://mensagensdemaria.org/lo.php?codigo_artigo=1