Para ser adequadamente avaliado em seu contexto, será melhor que o conteúdo do presente estudo seja lido na sequência em que foi elaborado. Sugerimos que se imprima um tópico por dia e a leitura seja meditada com tranquilidade, alma desarmada, em espírito de oração e escuta. |
10.- O conhecimento esotérico praticado pelos sacerdotes de Israel
“Por esta causa ouvi a Palavra do Senhor, homens escarnecedores que dominais sobre o meu povo, que está em Jerusalém. Porque vós dissestes: ‘Nós fizemos um concerto com a morte, e fizemos um pacto com o inferno (...) porque pusemos nossa confiança na mentira, e pela mentira fomos protegidos” (Is 28,14-15).
É de grande importância perguntarmos o por que desse acirrado embate entre Jesus e os sacerdotes do Templo do Altíssimo assim como de Suas graves denúncias.
Visão do profeta Ezequiel revela práticas ocultas dos sacerdotes do templo
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Qual teria sido o verdadeiro motivo que levou os sacerdotes
de Israel a nutrirem tanto ódio para com Jesus? |
Mais ainda: por que estes sacerdotes nutriam tanto ódio para com Jesus, tornando-se cegos para Seus grandes sinais, milagres e a excelência de Sua doutrina de misericórdia?
Essa é a questão fundamental, cujo véu pode ser parcialmente levantado no livro do profeta Ezequiel.
Neste livro consta que, por meio de uma curiosa visão, o próprio Deus mostrou ao profeta Ezequiel a razão da destruição de Jerusalém e do Templo, ocorrida em junho de 587 A.C. pelos caldeus.
A razão teria sido a idolatria a que secretamente se entregaram os sacerdotes de Deus.
Publicamente, no Templo, eles diziam adorar o Criador do céu e da terra, o Deus de seus pais, mas nas trevas, em oculto, eles adoravam os ídolos do Egito, da Caldéia —mancomunados através de uma sociedade secreta com doutrina e práticas esotéricas semelhantes ao que posteriormente seria conhecida como Gnose, (1) ou o conhecimento esotérico.
Num aposento secreto do templo, os sacerdotes do Altíssimo e os anciãos da casa de Israel adoravam ídolos pagãos
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Na visão, Deus revela so profeta Ezequiel a idolatria a que os sacerdotes e anciãos de Israel se entregavam num local secreto do templo |
Uma descrição viva e curiosa contida no capítulo 8 do livro de Ezequiel ilustra detalhadamente esse culto secreto. Na visão, Deus ordena ao profeta que raspe uma parede do templo, e, ao raspá-la, aparece uma porta oculta.
Deus e o profeta entram por ela e chegam a um local escondido, onde os sacerdotes do Altíssimo e os anciãos da casa de Israel estavam todos em adoração aos ídolos pagãos estranhamente descritos com a “forma de répteis e animais abomináveis”, em pleno ofício ritualístico de cunho eminentemente esotérico. (Ez 8, 7-13).
Vejamos a referida passagem descrita pelo profeta por revelação do Altíssimo:
“E levou-me à porta do átrio; então olhei, e eis que havia um buraco na parede. E disse-me: Filho do homem, cava agora naquela parede. E cavei na parede, e eis que havia uma porta. Então me disse: Entra, e vê as malignas abominações que eles fazem aqui. E entrei, e olhei, e eis que toda a forma de répteis, e animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel, estavam pintados na parede em todo o redor. E estavam em pé diante deles setenta homens dos anciãos da casa de Israel, e Jaazanias, filho de Safã, em pé, no meio deles, e cada um tinha na mão o seu incensário; e subia uma espessa nuvem de incenso. Então me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O Senhor não nos vê; o Senhor abandonou a terra. E disse-me: Ainda tornarás a ver maiores abominações, que estes fazem.” (Ez 8, 7-13).
Em seguida, Deus lhe faz ver que até mesmo “entre o vestíbulo e o altar” havia quem “adorava o sol que nascia”. (Ez, 8, 16). Ou seja, praticavam descaradamente cultos idólatras, proibidos pela Revelação Divina por suas consequências nocivas à alma humana. Esses cultos eram inspirados pelos espíritos decaídos com a finalidade de desviar da verdadeira Fé e manter subjugados seus adeptos praticantes. (Cf. 57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista).
Na parte superior ensinavam a religião verdadeira, mas nas trevas, esotericamente, praticavam outra
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Na parte superior os sacerdotes de Israel ensinavam a religião verdadeira, mas nas trevas, esotericamente, praticavam outra |
Assim, por meio de passagens secretas os sacerdotes se ocultavam para praticar seu culto nas trevas, em segredo, entregando-se à idolatria pagã.
Na parte superior ensinavam a religião verdadeira, mas nas trevas, esotericamente, praticavam outra.
Podemos assim constatar, pelas próprias Escrituras, que por volta de quase 600 anos antes de Cristo os sacerdotes e chefes judeus haviam renegado a religião verdadeira. Ocultamente. Dissimuladamente. Esotericamente.
Essa idolatria secreta praticada pelos sacerdotes de Deus e pelos anciãos do povo era sustentada por uma doutrina religiosa que eles não revelavam ao povo simples. Por seu caráter eminentemente oculto, essa doutrina era gnóstica —isto é, era conhecimento esotérico. (2)
Consequência espiritual da idolatria dos sacerdotes foi a destruição do templo e do reino de Judá
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Idolatria praticada em oculto pelos sacerdotes teve por conseqüência a destruição do templo e do reino de Judá |
Essa idolatria teve por conseqüência a destruição do templo e do reino de Judá.
Contudo, ainda assim, tal conhecimento esotérico perpetuou-se entre os sacerdotes de Israel, à revelia dos avisos e testemunhos oferecidos pelos profetas do Altíssimo, sendo ainda enxertado com ídolos e doutrinas pagãs assimiladas ao longo dos vários anos de exílio, quando expatriados entre outros povos pagãos.
O que estamos constatando friamente é que, por ser esse conhecimento esotérico sub-repticiamente contrário à Verdade do Altíssimo, sua nefasta prática influenciou determinantemente aqueles sacerdotes, levando-os à total cegueira.
Isso explica que o ódio a Jesus não foi apenas uma questão de ciúmes ou inveja, mas o mais formidável confronto entre as forças da escuridão e o o "servo de Israel".
O Templo de Deus tornou-se um meio de poder, usura e dominação
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Quando Jesus expulsa os cambiadores de dinheiro do templo, é a única vez que O vemos utilizar a força durante Seu ministério |
O dissimulado afastamento de Deus levou à decadência da casta sacerdotal, que caiu no erro e na corrupção. Com o tempo, contrariando radicalmente sua finalidade de ser, o sacerdócio de Israel assume o comportamento de famigerados banqueiros e cambiadores de dinheiro, verdadeiros lacaios do "príncipe deste mundo" (Jo 16,11).
Quando Jesus Cristo vem e expulsa os cambiadores de dinheiro do templo, é a única vez que O vemos utilizar a força durante Seu ministério. E o que faziam os cambiadores no templo? Nada menos que subjugar os judeus que chegavam a Jerusalém para pagar os seus impostos na casa de Deus. Esse pagamento somente podia ser efetuado com uma moeda especial, o meia shekel do santúario. Era a única moeda que havia na época cunhada em prata pura, peso exato e sem a imagem de um imperador pagão.
Portanto, para os judeus a sua meia-shekel era a única moeda aceitável para Deus. Mas estas moedas não eram comuns porque os cambiadores de dinheiro tinham conquistado o mercado com as mesmas. Assim, aumentaram o seu preço, tal como qualquer outra comodidade para que o mercado conseguisse suportar. Esses supostos homens de Deus estavam obtendo lucros exorbitantes ao realizarem um monopólio virtual sobre o dinheiro. Destarte, os judeus viam-se obrigados a pagar o que eles exigiam.
Para Jesus isto era o ápice da violação da santidade da Casa de Deus. O Evangelho narra que Nosso Senhor, premeditadamente, fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo “e espalhou pelo chão o dinheiro dos cambiadores e derrubou as mesas” (Jo 2,15).
O "conhecimento secreto" cegou o discernimento espiritual dos sacerdotes, culminando no sacrifício de Cristo
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Quando o Cristo, o Messias anunciado estava diante deles, tornaram-se "cegos ao meio dia" (Is 59,10) |
Como vemos, a Gnose cega o discernimento e faz decair ao erro e ao engano. A tal ponto passaram a desconhecer e a recusar a verdadeira lei de Deus —escrita ao longo de sua história pelo testemunho e o sangue dos profetas— que por sua equivocada decisão, deliberaram que o tão esperado advento do prometido Messias de Israel culminasse no sacrifício de Cristo, naquele terrível e tenebroso dia do Calvário.
E este é o ponto da questão: o pretenso conhecimento esotérico (orgulhosamente ostentado como “conhecimento superior”) cega o discernimento de seus adeptos bem ou mal intencionados, prometendo-lhes um caminho à parte de “auto-iluminação” e “auto-ascensão”, afastando-os da verdade ensinada em sua plenitude unicamente pelo Cristo, a "Palavra encarnada".
E quando o Cristo, o Messias anunciado estava diante deles, tornaram-se "cegos ao meio dia" (Is 59,10).
Por isso, João, o discípulo amado, para refutar insinuações gnósticas provenientes dos povos pagãos, exaltaria com total clareza a divindade encerrada na pessoa do Cristo, o Cordeiro de Deus:
“No princípio era o Verbo (a Palavra), e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo, 1,1-5).
"Vós, por causa de vossa tradição, tornastes nulo o mandamento de Deus"
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Já no Antigo Testamento, os rabinos judeus haviam abandonado a Verdade revelada para seguir a mentira da Gnose (que entre os judeus se chama Cabala) |
Citando o professor Orlando Fedeli em seu artigo Conspiração na História: Exemplos no Antigo Testamento, chegamos à seguinte conclusão:
“Cristo afirma que os fariseus, por causa de sua tradição, anularam a lei:
"Vós, por causa de vossa tradição, tornastes nulo o mandamento de Deus"(Mt. 15).
"É em vão que me honram, ensinando doutrinas e mandamentos de homens" (Mt. 15, 9).
“Ora, a Cabala judaica pretendia ser uma doutrina revelada por Deus a Moisés e transmitida por tradição oral, tanto que Cabala quer dizer tradição. Não se estranhe então a afirmação de que já no Antigo Testamento, os rabinos judeus haviam abandonado a Verdade revelada para seguir a mentira da Gnose (que entre os judeus se chama Cabala).
“Os textos da Escritura que citamos indicam isso. Mas, para os que confiam no Homem, veja-se a confirmação do que dizemos na palavra de um homem que é o maior conhecedor de Cabala em nosso dias: 'Sabemos que já no período do Segundo Templo uma doutrina esotérica era ensinada em círculos farisaicos.' (G.G. Scholem, A mística judaica, p. 41). Por tudo isso, fica bem claro que os judeus se desviaram de sua missão e abandonaram a Revelação e a Lei de Deus devido a uma conspiração diabólica dirigida pelos sacerdotes e escribas. Resta perguntar: terá essa conspiração diabólica, visando perder as almas, cessado com o advento de Cristo? Ou terá ela se tornado mais oculta ainda, mais feroz e mais diabolicamente hipócrita? Os que negam a existência da 'conspiração' dos maus na História, ou são ingênuos, ou... são membros dela.” (3)
A cruz, sinal da vitória de Deus, torna-se o símbolo da ignomínia e da derrota para os fariseus
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A cruz, que é o sinal da vitória de Deus, torna-se o símbolo da ignomínia e da derrota para grande parte do povo de Israel |
Essas falsas interpretações das Escrituras generalizadas entre os israelitas, decorrentes de sua tradição oral secreta praticada pelos sacerdotes e anciãos, levavam a grande maioria dos judeus a pensar no Messias como um rei ou um chefe guerreiro. Por meio de guerras sangrentas das quais Israel sairia vencedor, o povo hebreu acabaria “subjugando as nações da terra”, conforme várias passagens das Escrituras vaticinam quando fazem menção ao Messias.
No entanto, esqueciam eles que as mesmas escrituras também se referiam a Ele como o “príncipe da paz”, o “Cordeiro de Deus”. Ou ainda, mais claramente:
"Eu (o Senhor) te estabeleci (o Messias) para seres luz das nações, e levares a salvação até os confins da terra (Is 49,6).
Por não conseguirem alcançar essa transcendência messiânica, Jesus de Nazaré torna-se a decepção do judaísmo farisaico.
A cruz, que é o sinal da vitória de Deus, torna-se o símbolo da ignomínia e da derrota para grande parte do povo de Israel.
O farisaísmo inicia seu esforço em apagar a ferro e fogo a memória de Cristo, por meio de perseguições
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Com extrema crueldade, o diácono Estêvão torna-se o primeiro dos inúmeros mártires do farisaísmo. Inúmeros outros derramariam seu sangue a seguir |
Em Atos dos Apóstolos podemos ver a extrema crueldade dos judeus contra os primeiros cristãos: O diácono Estêvão foi morto a pedradas (At 14,19).
Tiago tomba sob golpes de espadas ordenadas pelo sinédrio (At 12,2).
Paulo, que conhecia muito bem a “tradição”, afirma ter levado cinco surras dos judeus, de trinta e nove chicotadas cada uma, além de ter sido flagelado três vezes e uma vez apedrejado (II Cor 11, 24-25). O apedrejamento fora tão brutal que o apóstolo dos gentios chegou a ser arrastado para fora da cidade, dado como morto (At 14,19).
Essa perseguição gratuita contra os pacíficos discípulos de Cristo prosseguiu ao longo da história. A hagiografia católica registra os nomes de dezenas de crianças, vítimas de sacrifícios sanguinários. No processo de canonização de ao menos oito delas consta que foram sacrificadas em macabros rituais judaicos.
Os mártires do cristianismo primitivo
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No ano 55 da nossa era, o falso messias judeu Bar Kohba obteve uma ordem para que fossem sacrificados todos os cristãos em Roma, morrendo em virtude delas 104 mil seguidores de Jesus |
O célebre rabino Wierner, em seu livro Juwissechen Speisegesetz, confirmado pelo destacado rabino Jehuda, um dos autores do Talmud, contam que no ano 66, a amante de Nero, Popéia Sabina, e o então prefeito de Roma, ambos judeus, foram os responsáveis diretos pelo incêndio da cidade e por lançarem a culpa nos cristãos. Nero descobriu a verdade e matou sua amante.
O fato provocou o levante da colônia judaica de Roma, que foi sufocada por Vespasiano.
Três anos depois, no ano 70, seu filho Tito, para acabar com as contínuas insurreições judaicas dentro do Império, destruiu Jerusalém e o templo de Salomão, mandando os judeus para a diáspora.
No ano 55 da nossa era, o falso messias judeu Bar Kohba “obteve uma ordem para que fossem sacrificados todos os cristãos em Roma, morrendo em virtude dela muitos milhares”, mais precisamente, 104 mil. Conseguiam, assim, lançar contra a cristandade nascente todo o gigantesco poderio do Império Romano.
Destruir a figura de Jesus e Seu Evangelho
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Talmud, um código de leis religiosas e sociais, fundado na deformação progressiva da antiga lei mosaica, contida na Torá, ou Pentatêuco, de Moisés. Tendencioso, sua doutrina apresenta uma promessa de hegemonia mundial dos judeus |
Outra tática para destruir a figura de Jesus e Seu Evangelho, por parte do Judaísmo farisaico, ao qual o próprio Jesus acusa ter por pai o demônio, (4) foi compilar um novo livro sagrado, que deveria conter as “verdadeiras” interpretações das Escrituras.
Surgia o Talmud, um código de leis religiosas e sociais, fundado na deformação progressiva da antiga lei mosaica, contida na Torá, ou seja, no Pentateuco, os cinco livros atribuídos a Moisés.
Um livro tendencioso em que Israel é apresentado como o “povo de Deus” e o senhorio de Javé como verdadeiro Deus dos povos transforma-se absurdamente em promessa de hegemonia mundial dos judeus. Nascia aí o início do sionismo.
Por isso o Talmud se refere à figura de Jesus de forma agressiva e virulenta. Jesus nunca é mencionado pelo nome e sim pelos epítetos de “o pendurado”, “o enganador”, aquele “certo um”, um antigo costume judeu de apelidar seus inimigos. As datas do calendário cristão são ridicularizadas e desfiguradas.
A Cabala tem por finalidade criar uma nova forma de atuação contra o Cristianismo
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Cabala: “a quintessência da idolatria, a religião do culto direto dos espíritos decaídos, dos demônios, ensinando os meios de se pôr em relação imediata com eles” |
Em fins do século XIII, nascia a Cabala, cuja finalidade era criar uma nova forma de atuação contra o Cristianismo, uma vez que o próprio Judaísmo já havia se transformado numa sociedade secreta, com governo e fins ocultos.
Estrategicamente criava-se, então, uma sociedade secreta intermediária, um elo, uma ponte entre judeus e cristãos. Essa sociedade secreta, atuando sob a direção clandestina do Judaísmo farisaico, passa a ser integrada por não-judeus.
Segundo eles, a Cabala fora escrita “por inspiração divina” e continha “a doutrina oculta, recebida por tradição oral, desde Moisés e até mesmo desde o início do mundo”.
No dizer do historiador Menéndez y Pelayo a Cabala não passava “de um resíduo e mistura de zoroatrismo e tradições talmúdicas, de gnosticismo e neoplatonismo”.
E para Delassus, em síntese, “a quintessência da idolatria, a religião do culto direto dos espíritos decaídos, dos demônios, ensinando os meios de se pôr em relação imediata com eles”. (Cf. 57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista).
Quem tem olhos para ver perceberá que muitos cristãos engoliram a isca. Essas doutrinas, com o aparato de "mistérios" e "conhecimento secreto" influenciaram e continuam influenciando de roldão a elite intelectual ocidental em detrimento do Cristianismo.
Uma ideologia de dominação do mundo
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Os membros do farisaísmo criaram a sociedade secreta denominada Ordem dos Rosa-cruzes e infiltraram-se numa ordem cristã respeitadíssima – a Ordem dos Templários, que por sua nefasta influência, em pouco tempo sucumbiu pela ambição, suas riquezas, vida dissoluta e impiedade |
Fazia-se necessário divulgá-la sob o atrativo do “mistério” e também infiltrá-la entre os cristãos.
Para tanto criaram a sociedade secreta denominada Ordem dos Rosa-cruzes e infiltraram-se numa ordem cristã respeitadíssima – a Ordem dos Templários, que por sua nefasta influência, em pouco tempo sucumbiu pela ambição, suas riquezas, vida dissoluta e impiedade.
No século XV, combinando letras do alfabeto hebraico e sistemas numéricos, a Cabala apresentava sua interpretação esotérica das Sagradas Escrituras, tornando-se sinônimo de magia, comércio com os espíritos decaídos e uma verdadeira rede de intrigas.
Assim o Talmud e sua alma, a Cabala, começam a gestar o embrião de uma ideologia de dominação do mundo.
"A inteligência deles permaneceu obscurecida"
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Pedro e Paulo, assim como os discípulos israelitas cristãos, discípulos de Jesus, acataram a Nova Aliança, preconfigurada em Jesus. O judaísmo farisaíco permaneceu refratário a ela, preso ao Antigo Testamento |
O apóstolo Paulo, profundo conhecedor do farisaísmo, ao perceber o rumo tomado pelos judeus e sua postura radicalmente contrária ao Cristo, esforça-se por demonstrar a superioridade da Nova Aliança, configurada em Jesus, em relação à antiga, prefigurada em Moisés.
"(...) a inteligência deles (dos doutores da lei) permaneceu obscurecida. Ainda agora, quando lêem o Antigo Testamento, esse mesmo véu pemanece abaixado, porque é só em Cristo que ele deve ser levantado. Por isso, até o dia de hoje, quando lêem Moisés, um véu cobre-lhes o coração. Esse véu só será tirado quando se converterem ao Senhor". (IICor 3, 14-16)
Portanto, como podemos ver, Paulo define claramente a barreira intransponível da religião judaica, agarrada à Antiga Aliança, face à Nova Aliança, somente compreensível por uma conversão autêntica a Jesus Cristo, mediante sincera boa vontade e também pela ação do Espírito Santo.
Sorrateiras tentativas de infiltração na Igreja de Cristo
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Simão, o mago. Considerado o pai da Gnose |
Posteriormente acirrariam a perseguição ao Cristo e Sua Igreja de uma forma muito mais perigosa: através do quinta-colunismo, ou seja, a infiltração sorrateira na Igreja. O objetivo mais acariciado era conquistar o papado para, imediatamente em seguida, manobrarem a Igreja, conforme veremos mais adiante.
Na verdade, essa infiltração farisaica já tinha se insinuado descaradamente na Igreja primitiva. A meta sempre foi solapá-la em sua doutrina. Veja-se Simão, o Mago, fundador da heresia gnóstica, conforme consta em Atos dos Apóstolos 8,9-14.
Pedro, a pedra da Igreja, assume uma postura rígida e bem fora dos padrões superecumênicos dos dias atuais para com o mago gnóstico:
“Não terás direito nem parte alguma neste ministério, já que o teu coração não é puro diante de Deus” (At 8,21).
Curiosamente, em nossos dias Simão, o Mago, é reverenciado pelos ocultistas como o pai da Gnose.
A Gnose passa a se impor por meio de suas heresias
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O bispo judeu católico Ario, que investiu contra a divindade de Cristo |
No século III-IV, a perseguição por meio de infiltração surgiria na pessoa do bispo judeu católico Ario, que investia contra a divindade de Cristo.
Convém observarmos que a tática é sempre a mesma e as atuais doutrinas que compõem a religião planetária da “nova era” agem no mesmo terreno, sempre desfigurando ou disseminando dúvidas sobre a dignidade messiânica de Cristo.
No século XVI viria Lutero dando prosseguimento a este processo revolucionário contra a Igreja erigida por Jesus Cristo.
Embora avesso aos judeus, sua rebelião transformava o Cristianismo numa religião individual através da livre interpretação das Escrituras, contrariando o desejo expresso de Jesus de que Seus discípulos permanecessem “um nEle”. Mesmo assim, sua doutrina é essencialmente gnóstica. (Cf. 24.- Martinho Lutero e a Gnose).
Lutero, Maçonaria e proliferação das sociedades secretas
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Similaridades entre símbolos rosacruzes e luteranos |
A partir da Reforma de Lutero, surge a Franco Maçonaria, o enciclopedismo e a proliferação das sociedades secretas.
Essas três forças juntas, orquestradas pelo governo oculto do mundo, passariam a preparar a revolução total cujo resultado é a cultura de morte implantada em nossos dias. E a meta final a implantação gradativa de um governo único e exercer o controle total da humanidade.
Trabalhando ativamente nas grandes ordens maçônicas, invadidas posteriormente pelo materialismo, ou pelo culto à razão em detrimento da Fé, alguns grupos ocultistas teciam um elo de união em torno de um espiritualismo iniciático que, no fim, nos graus superiores, desembocava no esoterismo luciferiano.
Na França e na Inglaterra, tal esforço procedia principalmente do renascimento do rosa-crucianismo, do espiritismo —que, então, populariza-se, esvaindo-se para além dos templos iniciáticos— e também do cabalismo.
Encantados com o inferno
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Stanisla Guaïta, declarado satanista e autor de um hino a Lúcifer |
Desse movimento derivariam três grupos principais que exerceriam enorme influência em seus meios de ação: A Ordem Cabalística da Rosa-cruz, a Ordem Martinista e o Simbolismo.
A primeira, fundada em 1888, por Stanisla Guaïta, declarado satanista e autor de um hino a Lúcifer, que é enaltecido como:
“...astro caído dos céus, / resplendor inteligente lançado nas trevas, / anjo que esgrimes a cólera indomável / e enches todos os peitos de gritos sediciosos... / Tu me abriste o oceano das voluptuosidades profundas, / cujas delirantes ondas ninguém pôde esgotar. / Tu me ensinaste a saborear o encanto do inferno”.
No presente estudo veremos como gradativamente esse encantamento com Lúcifer e o inferno acirrarão no decorrer da história, ganhando sua expressão máxima na eclosão das doutrinas que compõem a religião planetária da "nova era".
Preconizando um Cristianismo de cunho esotérico
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A Ordem Martinista tornou-se uma das sociedades secretas mais poderosas, devido ao seu poder de corrupção doutrinal nos meios católicos |
Guaïta alimentava o sonho delirante de algum dia ver o Papa aderir àquela divindade cósmica (Lúcifer) e ao seu cristianismo ocultista, e estabelecer como objetivo da Ordem Cabalística por ele fundada: “Lutar para revelar à teologia cristã as magnificências esotéricas das quais está repleta”.
A Ordem Martinista foi fundada por Gerard Encausse, conhecido como Papus, em 1890. Tornou-se uma das sociedades secretas mais poderosas, devido ao seu poder de corrupção doutrinal nos meios católicos.
O terceiro grupo, denominado O Simbolismo, criado por Oswald Wirth, estava fadado a exercer particular influência sobre várias gerações maçônicas. Preconizava um cristianismo de cunho esotérico. Em 1937, Wirth trocava idéias com um grupo de padres católicos sobre a possibilidade de um acordo entre a Igreja e a Maçonaria.
Sua ilustração da cabeça de um bode dentro de um pentagrama foi modificada por Anton Lavey, tornando-se o logotipo da Church of Satan (Igreja de Satã). (5)
Consolidando o caminho para um governo mundial invisível
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Símbolo conhecido como O Bode de Mendes, ou Bafomé. Originalmente criado por Oswald Wirth (1931); Revisado e digitalmente remasterizado pelo Reverendo Scott Robb |
O cristianismo de Wirth introduziu nas lojas maçônicas um cristianismo de fachada ecumênica, um ecumenismo supraconfessional que, estendido pelo mundo, sob os traços de um cristianismo imanente na “consciência universal”, superará em grande parte os difíceis problemas da questão missionária: “Um cristianismo novo, sublime, amplo, profundo, realmente universalista, absolutamente enciclopédico, o qual terminará por fazer baixar todo o céu sobre a terra, abolindo as fronteiras, os sectarismos, as igrejas locais, os templos divisionários, os alvéolos que retêm, prisioneiras de César (o Papa), as moléculas doloridas do grande corpo social de Cristo”.
Mas que na verdade, sintetiza a Igreja Sinárquica que apregoa um conjunto sincretista de todas as religiões, consideradas como iguais, porém, com esta primazia de animação atribuída à Cabala. Um sincretismo universal orientado para a formação de um governo mundial invisível. (6)
Mas essa igreja sinárquica não foi a que Jesus seguramente instituiu desde o princípio, quando, olhando fixamente pela primeira vez nos olhos de Simão, o humilde pescador galileu, disse-lhe:
'Tu és Simão, filho de Jonas; serás chamado 'Cefas'' (que quer dizer 'Pedro', ou pedra)" (Jo 1,40-42).
"Apascenta as minhas ovelhas"
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"Quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres" (Jo 21,14-19) |
Depois de ressuscitado, Jesus, então agora pela última vez, voltaria a confirmar o mesmo contraditório e impetuoso Simão Pedro como o “apascentador das ovelhas” do rebanho divino.
Solenemente outorga-lhe o singular papel que sua figura desempenharia para toda a Cristandade através dos difíceis séculos que viriam.
Com admirável clareza, o Senhor lança ainda um olhar profético sobre os grandes testemunhos que caberiam unicamente à sua figura como representante de Cristo na terra. Sobretudo, quando chegasse a plenitude dos tempos:
“Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais moço, cingias-te e andavas aonde querias. Mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. (Jo 21,14-19).
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Fontes de consulta:
1 - Gnose ou Gnosis. Movimento religioso e filosófico historicamente popular nos sédulos II e III AD. O termo, baseado na gnose grega (“conhecimento secreto”), foi inventado no século XVII, quando aplicado às seitas heréticas. Esse termo também designa antigos cristãos que procuravam a salvação através da revelação esotérica e a espiritualidade mística. Atualmente, antigos textos considerados gnósticos são atribuídos a distintas tradições religiosas, especialmente o Hermetismo (ver escritas herméticas), Mandeanismo e Maniqueísmo. Em termos gerais, a Gnose ensina o dualismo cosmológico, o asceticismo estrito, o repúdio à criação material como sendo o mal que aprisiona a alma na imperfeição, o docetismo e a existência da fagulha divina nos seres humanos. (Enciclopedia Britannica online - http://www.britannica.com/ebc/article-9365729 - acessado em sexta-feira, 11 de maio de 2007).
A palavra gnosis também está associada ao termo Sophia (sabedoria ou conhecimento recebido através de iniciação e práticas esotéricas).
"Chama-se ou pode-se chamar "gnosticismo" - e também "gnose" - toda doutrina ou toda atitude religiosa baseada na teoria ou sobre a experiência de obtenção da salvação pelo Conhecimento" (Henri-Charles Puech, En Quête de la Gnose, Gallimard, Paris, 1978, vol. I p. 185).
2 - FEDELI, Orlando, Escribas, Doutores da Lei e Fariseus, p. 2, MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=religiao&artigo=
escribas2&lang=bra
Online, 30/01/2007 às 22:59h
3 - Orlando Fedeli - Conspiração na História: exemplos do Antigo Testamento. MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=historia&artigo=
conspiracao&lang=bra
Online, 11/05/2007 às 15:36h
4 - “Vós tendes como pai o demônio e quereis fazer os desejos de vosso pai. Ele era homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque a verdade não está nele. Quando diz a mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8,44).
5 - CESCA, Olivo. Os tempos do fim. Editora Myriam. 3.ª edição. 2002.
6 - Wikipedia - http://en.wikipedia.org/wiki/Oswald_Wirth - acesso em 14-01-2009.
7 - Cf. Trademarked Symbols of the Darkside Collective http://www.darksidecollective.org/trademarks.html - acesso em 15/04/2009.
Para citar este texto:
10 - O conhecimento esotérico praticado pelos sacerdotes de Israel
Mensagens de Maria e a conspiração da "nova era"
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