Conteúdo


1.- Apresentação
2.- Intervenções de Maria Santíssima pelo mundo
3.- O fio condutor da Revelação Divina que perpassa as Escrituras aponta unicamente para Cristo, o Messias, como o portador da verdade e mediador da salvação oferecida à humanidade pelo Altíssimo
4.- A fonte do ensinamento de Jesus provém unicamente das Sagradas Escrituras
5.- As credenciais de Jesus como sendo o Messias Redentor, o único enviado por Deus
6.- O culto ao Deus único
7.- À sombra do espírito revolucionário
8.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM PARIS, FRANÇA (1830)
9.- As sociedades secretas em contraposição à doutrina do Altíssimo, proclamada por Jesus e pelos antigos profetas de Israel
10.- O conhecimento esotérico praticado pelos sacerdotes de Israel
11.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM GUADALUPE, MÉXICO (1531)
12.- A Gnose, ou o conhecimento secreto
13.- A Gnose relativiza o mal como mera contraparte do bem até inverter-lhes o sentido
14.- NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, BRASIL (1717)
15.- A verdadeira face do “deus” da nova era
16.- O que realmente significa a expressão “idade das trevas”
17.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM QUITO, EQUADOR, (1594)
18.- Alguns atuais vestí­gios da nociva influência das sociedades secretas
19.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM TILLY-SUR-SEULLES, FRANÇA (1896)
20.- O poder oculto no Brasil e suas conexões internacionais
21.- MENSAGENS DE MARIA SANTÍSSIMA EM BEAURAING, BÉLGICA (1932-1933)
22.- O ocultismo/esoterismo da "nova era" e suas estranhas conexões
23.- MENSAGEM DA VIRGEM DO APOCALIPSE EM TRE FONTANE, ROMA (1947)
24.- Martinho Lutero e a Gnose
25.- Comunicações com espíritos e suas contradições
26.- Falsos profetas, falsas doutrinas
27.- O APOCALIPSE DE LA SALETTE: “O CORAÇÃO DAS MENSAGENS DE MARIA” (1846)
28.- Duas igrejas, duas doutrinas
29.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM MONTICHIARI, ITÁLIA (1947-1966)
30.- Luz e trevas na casa do Senhor
31.- O TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA
32.- Citações interessantes sobre o terceiro segredo de Fátima
33.- Os insistentes apelos de Irmã Lúcia ao Clero
34.- A VISÃO DO TERCEIRO SEGREDO DE FÁTIMA, SEGUNDO IRMÃ LÚCIA, REVELADO PELO VATICANO EM 2000
35.- O misterioso encobrimento do terceiro segredo
36.- O joio cresce lado a lado com o trigo
37.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM AKITA, JAPÃO (1973-1975)
38.- Plano diabólico: como dominar o mundo em três etapas
39.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM CUAPA, NICARÁGUA (1980)
40.- A Instrução Permanente dos Illuminati sobre a fé, a Igreja e o papado
41.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM LOURDES, FRANÇA (1858)
42.- Papa Leão XIII denuncia corajosamente a Maçonaria e demais sociedades secretas
43.- A abominação da desolação no lugar santo?
44.- O plano dos conspiradores para derrubar o papado
45.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM BAYSIDE, QUEENS, NEW YORK, ESTADOS UNIDOS (1970)
46.- Testemunho de um sacerdote brasileiro
47.- A hora e o poder das trevas
48.- MENSAGENS DE MARIA SANTÍSSIMA EM SAN DAMIANO, ITÁLIA (1964)
49.- O poder das trevas acima da lei e dos governos
50.- As raízes da contracultura e a formação da geração pós-cristã
51.- Assumidos sinais de conluio com o mal
52.- MARIA SANTÍSSIMA NA CHINA, DONG-LU (1900 até hoje)
53.- Entretenimento, violência, sexo e lavagem cerebral
54.- Wicca, a eclosão deliberada da feitiçaria e do neo-paganismo
55.- O ateísmo moderno declaradamente anti-cristão
56.- A crise da Igreja e elementos de infiltração da “religião planetária”
57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista
58.- MENSAGENS DE MARIA SANTÍSSIMA EM ZEITOUN, EGITO (1968 até hoje)
59.- MENSAGENS DE MARIA SANTÍSSIMA EM LAUS, FRANÇA (1664)
60.- A batalha final
61.- A oração: sublime legado deixado por Jesus à Sua Igreja
62.- A Infinita Misericórdia de Deus
63.- Solicitudes maternais de Maria Santíssima
64.- A comunhão dos Santos
65.- Palavras de Jesus sobre o fim dos tempos
66.- MENSAGENS DE MARIA SANTÍSSIMA EM KIBEHO, RUANDA (1981)
67.- Conclusão

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Para ser adequadamente avaliado em seu contexto, será melhor que o conteúdo do presente estudo
seja lido na sequência em que foi elaborado. Sugerimos que se imprima um tópico por dia e a leitura
seja meditada com tranquilidade, alma desarmada, em espírito de oração e escuta.
 

6.- O culto ao Deus único

“Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, ofereço-vos o preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu santíssimo coração e do coração imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.”
— Oração ensinada pelo anjo de Portugal aos três pastorinhos em Fátima, no ano de 1916, antecedendo as aparições de Maria Santíssima. (1)

Moisés no Sinai
Assim como Moisés, o grande patriarca hebreu, todos os antigos profetas de Israel foram instrumentos da Revelação Divina em preservar o povo eleito no culto ao Deus único, cuja palavra seria revelada em sua totalidade na pessoa de Jesus Cristo, a “palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós”

É muito interessante quando lemos nas Sagradas Escrituras o empenho da Revelação Divina, através de Seus profetas, em preservar o povo hebreu no culto ao “Deus único” e as constantes promessas referentes à vinda do Messias.

Utilizando-se da fragilidade e das circunstâncias humanas, em meio a guerras e barbáries, ostentação e penúria, liberdade e escravidão, o Deus de Israel chega a impor-se ao Seu povo, na voz de Seus enviados:

"Não terás outros deuses diante de mim." (Ex 20,3).

Na verdade, todo o inspirado empenho dos profetas está focado em preservar os israelitas da idolatria, ou seja, do culto sanguinário aos ídolos e deuses dos povos pagãos.

Sim, porque toda idolatria evidencia o voluntário desvio (ou afastamento) da verdadeira doutrina do Deus Verdadeiro.

“Quando transgredirdes a aliança do Senhor vosso Deus, que vos tem ordenado, e fordes e servirdes a outros deuses, e a eles vos inclinardes, então a ira do Senhor sobre vós se acenderá, e logo perecereis de sobre a boa terra que vos deu.” (Js 23:16).

Os cultos pagãos eram sanguinários, inspirados pelos espíritos luciferianos decaídos

Arca da aliança
Concepção artística da arca da primeira aliança, conforme descrita no Antigo Testamento

Também é muito curioso como o mesmo povo freqüentemente se desviava de seu Deus, contaminando-se nos mais diversos cultos pagãos da Antiguidade.

A maioria desses cultos, ao contrário do culto israelita, era encharcada pelo sangue de bárbaros sacrifícios humanos (como o culto ao deus Baal, por exemplo, que nem criança escapava de tornar-se vítima de seu demoníaco e voraz apetite), conforme podemos verificar nessa passagem do profeta Jeremias:

“Porque edificaram os altos de Baal, para queimarem seus filhos no fogo em holocaustos a Baal; o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me veio ao pensamento.”(Jr 16,11).

Realmente eram cultos satânicos, impostos pelos espíritos luciferianos decaídos. (Cf. 57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista).

Sacrificam aos demônios

Sacrifício pagão
"As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus"

No Cristianismo nascente Paulo prossegue advertindo com o mesmo rigor dos antigos profetas:

“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” (1Cor 10,20).

Ainda mais curioso é que esse desvio espiritual, na maioria das vezes, iniciava-se através dos sacerdotes e dos soberanos, que pelo seu exemplo e influência, acabavam por desencaminhar o povo.

Pecado, castigo, penitência e reconciliação

Sacrifício a Moloch
O gigantesco esforço pela preservação do monoteísmo pode ser constatado nos confrontos culturais entre o povo escolhido de Israel e os povos de outras civilizações tais como Caldéia, Babilônia, Assíria e outras

Em conseqüência desse afastamento, ou dessa “contaminação pagã” sobre o culto ao verdadeiro Deus, uma seqüência de desgraças e catástrofes passava a se desencadear sobre os israelitas. (2)

E assim sucedia até que, depois de terríveis sofrimentos, o povo se penitenciava, passando a ouvir novamente a voz de Deus, na pessoa de Seus profetas e também através de grandes sinais sobrenaturais. Retornavam, portanto, ao culto verdadeiro.

O gigantesco esforço pela preservação do monoteísmo pode ser constatado nos confrontos culturais entre o povo escolhido de Israel e os povos de outras civilizações tais como Caldéia, Babilônia, Assíria e outras.

Os egípcios são derrotados e todas as suas deidades e cultos pagãos também o são

Olho de Órus
Os egípcios são derrotados e todas as suas deidades pagãs também o são, na medida em que os israelitas se arrependem, penitenciam-se e se submetem à lei do Altíssimo

Mas é no Egito onde fica muito claro esse embate de forças espirituais entre os sacerdotes egípcios, obstinadamente insensíveis aos grandiosos sinais dados pelo Deus de Israel através de seus servos Moisés e Aarão.

“E infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor.” (Ex 12,12)

Verdadeiramente os egípcios são derrotados e todas as suas deidades pagãs, isto é, os anjos decaídos aos quais serviam, também o são, na medida em que os israelitas se arrependem, penitenciam-se e se submetem à lei do Altíssimo.

A fé e a doutrina verdadeira provêm de Deus - apostasia e falsas doutrinas provêm de práticas e reverência aos deuses do paganismo

Baal
Ba'al (Baal), divindade adorada por povos antigos (fenícios, cartagineses etc.). Os profetas do Senhor sempre combateram com toda energia este culto degradante e cruel. Elias corajosamente e com êxito levantou a consciência nacional contra a prática da desmoralizadora religião (1 Rs 18). Oséias também a condenou como sendo verdadeira idolatria, e Jeú atacou com todo o rigor esse culto de Baal introduzido por Acabe, não conseguindo, contudo, suprimi-lo inteiramente

E assim, começamos a perceber que, segundo as Escrituras, há uma fé e uma doutrina verdadeiras, que são provenientes do Deus Verdadeiro e uma fé e doutrina falsas, provenientes da adoração aos deuses do paganismo, exteriorizadas em seus cultos, ídolos, símbolos e doutrinas meramente humanas.

Também percebemos, através da tradição e dos registros históricos bíblicos, que essas duas doutrinas, como num despercebido pano de fundo, desempenham um papel crucial no destino espiritual das civilizações.

No caso de Israel, o foco da Revelação Divina registrado nas Escrituras é o de que toda vez que o povo hebreu, através de seus sacerdotes e soberanos, afastava-se da verdadeira fé, uma sucessão de eventos imprevisíveis fatalmente eram desencadeados.

“Porquanto me deixaram e alienaram este lugar (o templo de Deus), e nele queimaram incenso a outros deuses, que nunca conheceram, nem eles nem seus pais, nem os reis de Judá; e encheram este lugar de sangue de inocentes.” (Jr 19,4).

A alienação espiritual tem por trágico desfecho o derramamento de sangue inocente

Bombardeio
"Se deixardes ao Senhor, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem"

Como vemos, o desvio deliberado do verdadeiro culto ao Altíssimo em face ao culto a outros deuses —ou alienação espiritual— fatalmente tem por trágico desfecho o derramamento de sangue inocente.

"Se deixardes ao Senhor, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem" (Js 24:20).

Nesse estudo, mostraremos o quanto essas palavras da Revelação são atuais e o quanto a humanidade está mergulhada até o pescoço no paganismo deliberado, ou seja, pela negação a Cristo, por influência e orquestração do governo oculto do mundo que se aproveita da natureza do homem inclinada ao pecado.

* * *

A Santíssima Virgem apareceu pela primeira vez à então Priora das Concepcionistas, Irmã Mariana de Jesus Torres y Berriochoa, na capital equatoriana em 2 de fevereiro de 1594. Assim como repetiria duzentos anos depois, em La Sallete, França, a Mãe do Verbo advertiu sobre a vida desregrada dos ministros de Deus de nossos tempos e o consequente castigo divino que tal apostasia suscita:

"Saiba ainda que a Justiça Divina costuma descarregar castigos terríveis sobre nações inteiras, não tanto pelos pecados do povo quanto pelos dos Sacerdotes e religiosos, porque estes últimos são chamados, pela perfeição de seu estado, a ser o sal da Terra, os mestres da verdade e os pára-raios da Ira Divina" (II, 186).

(Cf. 17.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM QUITO, EQUADOR, 1594).

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Fontes de consulta:

1 -                    Irmã Lúcia, op. cit.,, pp. 109-119; Pe. João De Marchi, op. cit., pp. 71-76; Côn. José Galamba de Oliveira, op. cit., pp. 51-59; D. Rubén H. di Monte, Bispo de Avellaneda, op. cit., pp. 8-11.

2 -                    No livro da Sabedoria, cap. 13, 14 e 15 a Revelação demonstra claramente a origem e o perigo para a alma humana que se entrega à idolatria, ou seja, ao abandono voluntário a doutrinas estabelecidas por homens, desprezando a lei de Deus, transmitida pelos antigos profetas. Na seguinte passagem, podemos compreender as conseqüências da idolatria e identificar clara e antecipadamente a exata descrição de nossa atual civilização que, deliberadamente, decidiu apartar-se de Deus: “Como se não bastasse terem errado acerca do conhecimento de Deus (trocando esse conhecimento pelo conhecimento do homem), embora passando a vida numa longa luta de ignorância, eles dão o nome de paz a um estado tão infeliz. Com efeito, sacrificando seus filhos, celebrando mistérios ocultos, ou entregando-se a orgias desenfreadas de religiões exóticas, eles já não guardam a honestidade nem na vida nem no casamento, mas um faz desaparecer o outro pelo ardil, ou o ultraja pelo adultério. Tudo está numa confusão completa - sangue, homicídio, furto, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento dos benefícios, contaminação das almas, perversão dos sexos, instabilidade das uniões, adultérios e impudicícias - porque o culto de inomináveis ídolos é o começo, a causa e o fim de todo o mal. (Seus adeptos) incitam o prazer até a loucura, ou fazem vaticínios falsos, ou vivem na injustiça, ou, sem escrúpulo, juram falso, porque, confiando em ídolos inanimados, esperam não ser punidos de sua má fé. Contudo, o castigo os atingirá por duplo motivo: porque eles desconheceram a Deus, afeiçoando-se aos ídolos, e porque são culpados, por desprezo à santidade da religião, de ter feito juramentos enganadores. Pois não é o poder dos ídolos invocados, mas o castigo reservado ao pecador, que sempre persegue as faltas dos maus.” (Sb 14, 22-31)


Para citar este texto:

6 - O culto ao Deus único 
Mensagens de Maria e a conspiração da "nova era"
http://mensagensdemaria.org/lo.php?codigo_artigo=6