Para ser adequadamente avaliado em seu contexto, será melhor que o conteúdo do presente estudo seja lido na sequência em que foi elaborado. Sugerimos que se imprima um tópico por dia e a leitura seja meditada com tranquilidade, alma desarmada, em espírito de oração e escuta. |
6.- O culto ao Deus único
“Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, ofereço-vos o preciosíssimo corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da Terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu santíssimo coração e do coração imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.”
— Oração ensinada pelo anjo de Portugal aos três pastorinhos em Fátima, no ano de 1916, antecedendo as aparições de Maria Santíssima. (1)
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Assim como Moisés,
o grande patriarca hebreu, todos os antigos profetas de Israel foram instrumentos da Revelação Divina em preservar o povo eleito no culto ao Deus único, cuja palavra seria revelada em sua totalidade na pessoa de Jesus Cristo, a “palavra de Deus que se fez carne e habitou entre nós” |
É muito interessante quando lemos nas Sagradas Escrituras o empenho da Revelação Divina, através de Seus profetas, em preservar o povo hebreu no culto ao “Deus único” e as constantes promessas referentes à vinda do Messias.
Utilizando-se da fragilidade e das circunstâncias humanas, em meio a guerras e barbáries, ostentação e penúria, liberdade e escravidão, o Deus de Israel chega a impor-se ao Seu povo, na voz de Seus enviados:
"Não terás outros deuses diante de mim." (Ex 20,3).
Na verdade, todo o inspirado empenho dos profetas está focado em preservar os israelitas da idolatria, ou seja, do culto sanguinário aos ídolos e deuses dos povos pagãos.
Sim, porque toda idolatria evidencia o voluntário desvio (ou afastamento) da verdadeira doutrina do Deus Verdadeiro.
“Quando transgredirdes a aliança do Senhor vosso Deus, que vos tem ordenado, e fordes e servirdes a outros deuses, e a eles vos inclinardes, então a ira do Senhor sobre vós se acenderá, e logo perecereis de sobre a boa terra que vos deu.” (Js 23:16).
Os cultos pagãos eram sanguinários, inspirados pelos espíritos luciferianos decaídos
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Concepção artística da arca da primeira aliança, conforme descrita no Antigo Testamento |
Também é muito curioso como o mesmo povo freqüentemente se desviava de seu Deus, contaminando-se nos mais diversos cultos pagãos da Antiguidade.
A maioria desses cultos, ao contrário do culto israelita, era encharcada pelo sangue de bárbaros sacrifícios humanos (como o culto ao deus Baal, por exemplo, que nem criança escapava de tornar-se vítima de seu demoníaco e voraz apetite), conforme podemos verificar nessa passagem do profeta Jeremias:
“Porque edificaram os altos de Baal, para queimarem seus filhos no fogo em holocaustos a Baal; o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me veio ao pensamento.”(Jr 16,11).
Realmente eram cultos satânicos, impostos pelos espíritos luciferianos decaídos. (Cf. 57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista).
Sacrificam aos demônios
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"As coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus" |
No Cristianismo nascente Paulo prossegue advertindo com o mesmo rigor dos antigos profetas:
“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.” (1Cor 10,20).
Ainda mais curioso é que esse desvio espiritual, na maioria das vezes, iniciava-se através dos sacerdotes e dos soberanos, que pelo seu exemplo e influência, acabavam por desencaminhar o povo.
Pecado, castigo, penitência e reconciliação
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O gigantesco esforço pela preservação do monoteísmo pode ser constatado nos confrontos culturais entre o povo escolhido de Israel e os povos de outras civilizações tais como Caldéia, Babilônia, Assíria e outras |
Em conseqüência desse afastamento, ou dessa “contaminação pagã” sobre o culto ao verdadeiro Deus, uma seqüência de desgraças e catástrofes passava a se desencadear sobre os israelitas. (2)
E assim sucedia até que, depois de terríveis sofrimentos, o povo se penitenciava, passando a ouvir novamente a voz de Deus, na pessoa de Seus profetas e também através de grandes sinais sobrenaturais. Retornavam, portanto, ao culto verdadeiro.
O gigantesco esforço pela preservação do monoteísmo pode ser constatado nos confrontos culturais entre o povo escolhido de Israel e os povos de outras civilizações tais como Caldéia, Babilônia, Assíria e outras.
Os egípcios são derrotados e todas as suas deidades e cultos pagãos também o são
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Os egípcios são derrotados e todas as suas deidades pagãs também o são, na medida em que os israelitas se arrependem, penitenciam-se e se submetem à lei do Altíssimo |
Mas é no Egito onde fica muito claro esse embate de forças espirituais entre os sacerdotes egípcios, obstinadamente insensíveis aos grandiosos sinais dados pelo Deus de Israel através de seus servos Moisés e Aarão.
“E infligirei castigos contra todos os deuses do Egito, eu, o Senhor.” (Ex 12,12)
Verdadeiramente os egípcios são derrotados e todas as suas deidades pagãs, isto é, os anjos decaídos aos quais serviam, também o são, na medida em que os israelitas se arrependem, penitenciam-se e se submetem à lei do Altíssimo.
A fé e a doutrina verdadeira provêm de Deus - apostasia e falsas doutrinas provêm de práticas e reverência aos deuses do paganismo
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Ba'al (Baal), divindade adorada por povos antigos (fenícios, cartagineses etc.). Os profetas do Senhor sempre combateram com toda energia este culto degradante e cruel. Elias corajosamente e com êxito levantou a consciência nacional contra a prática da desmoralizadora religião (1 Rs 18). Oséias também a condenou como sendo verdadeira idolatria, e Jeú atacou com todo o rigor esse culto de Baal introduzido por Acabe, não conseguindo, contudo, suprimi-lo inteiramente |
E assim, começamos a perceber que, segundo as Escrituras, há uma fé e uma doutrina verdadeiras, que são provenientes do Deus Verdadeiro e uma fé e doutrina falsas, provenientes da adoração aos deuses do paganismo, exteriorizadas em seus cultos, ídolos, símbolos e doutrinas meramente humanas.
Também percebemos, através da tradição e dos registros históricos bíblicos, que essas duas doutrinas, como num despercebido pano de fundo, desempenham um papel crucial no destino espiritual das civilizações.
No caso de Israel, o foco da Revelação Divina registrado nas Escrituras é o de que toda vez que o povo hebreu, através de seus sacerdotes e soberanos, afastava-se da verdadeira fé, uma sucessão de eventos imprevisíveis fatalmente eram desencadeados.
“Porquanto me deixaram e alienaram este lugar (o templo de Deus), e nele queimaram incenso a outros deuses, que nunca conheceram, nem eles nem seus pais, nem os reis de Judá; e encheram este lugar de sangue de inocentes.” (Jr 19,4).
A alienação espiritual tem por trágico desfecho o derramamento de sangue inocente
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"Se deixardes ao Senhor, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem" |
Como vemos, o desvio deliberado do verdadeiro culto ao Altíssimo em face ao culto a outros deuses —ou alienação espiritual— fatalmente tem por trágico desfecho o derramamento de sangue inocente.
"Se deixardes ao Senhor, e servirdes a deuses estranhos, então ele se tornará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito o bem" (Js 24:20).
Nesse estudo, mostraremos o quanto essas palavras da Revelação são atuais e o quanto a humanidade está mergulhada até o pescoço no paganismo deliberado, ou seja, pela negação a Cristo, por influência e orquestração do governo oculto do mundo que se aproveita da natureza do homem inclinada ao pecado.
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A Santíssima Virgem apareceu pela primeira vez à então Priora das Concepcionistas, Irmã Mariana de Jesus Torres y Berriochoa, na capital equatoriana em 2 de fevereiro de 1594. Assim como repetiria duzentos anos depois, em La Sallete, França, a Mãe do Verbo advertiu sobre a vida desregrada dos ministros de Deus de nossos tempos e o consequente castigo divino que tal apostasia suscita:
"Saiba ainda que a Justiça Divina costuma descarregar castigos terríveis sobre nações inteiras, não tanto pelos pecados do povo quanto pelos dos Sacerdotes e religiosos, porque estes últimos são chamados, pela perfeição de seu estado, a ser o sal da Terra, os mestres da verdade e os pára-raios da Ira Divina" (II, 186).
(Cf. 17.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM QUITO, EQUADOR, 1594).
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Fontes de consulta:
1 - Irmã Lúcia, op. cit.,, pp. 109-119; Pe. João De Marchi, op. cit., pp. 71-76; Côn. José Galamba de Oliveira, op. cit., pp. 51-59; D. Rubén H. di Monte, Bispo de Avellaneda, op. cit., pp. 8-11.
2 - No livro da Sabedoria, cap. 13, 14 e 15 a Revelação demonstra claramente a origem e o perigo para a alma humana que se entrega à idolatria, ou seja, ao abandono voluntário a doutrinas estabelecidas por homens, desprezando a lei de Deus, transmitida pelos antigos profetas. Na seguinte passagem, podemos compreender as conseqüências da idolatria e identificar clara e antecipadamente a exata descrição de nossa atual civilização que, deliberadamente, decidiu apartar-se de Deus: “Como se não bastasse terem errado acerca do conhecimento de Deus (trocando esse conhecimento pelo conhecimento do homem), embora passando a vida numa longa luta de ignorância, eles dão o nome de paz a um estado tão infeliz. Com efeito, sacrificando seus filhos, celebrando mistérios ocultos, ou entregando-se a orgias desenfreadas de religiões exóticas, eles já não guardam a honestidade nem na vida nem no casamento, mas um faz desaparecer o outro pelo ardil, ou o ultraja pelo adultério. Tudo está numa confusão completa - sangue, homicídio, furto, fraude, corrupção, deslealdade, revolta, perjúrio, perseguição dos bons, esquecimento dos benefícios, contaminação das almas, perversão dos sexos, instabilidade das uniões, adultérios e impudicícias - porque o culto de inomináveis ídolos é o começo, a causa e o fim de todo o mal. (Seus adeptos) incitam o prazer até a loucura, ou fazem vaticínios falsos, ou vivem na injustiça, ou, sem escrúpulo, juram falso, porque, confiando em ídolos inanimados, esperam não ser punidos de sua má fé. Contudo, o castigo os atingirá por duplo motivo: porque eles desconheceram a Deus, afeiçoando-se aos ídolos, e porque são culpados, por desprezo à santidade da religião, de ter feito juramentos enganadores. Pois não é o poder dos ídolos invocados, mas o castigo reservado ao pecador, que sempre persegue as faltas dos maus.” (Sb 14, 22-31)
Para citar este texto:
6 - O culto ao Deus único
Mensagens de Maria e a conspiração da "nova era"
http://mensagensdemaria.org/lo.php?codigo_artigo=6






