Para ser adequadamente avaliado em seu contexto, será melhor que o conteúdo do presente estudo seja lido na sequência em que foi elaborado. Sugerimos que se imprima um tópico por dia e a leitura seja meditada com tranquilidade, alma desarmada, em espírito de oração e escuta. |
7.- À sombra do espírito revolucionário
“Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens”. (Mc 7,7-8)
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Com a eclosão do Iluminismo e após a Revolução Francesa, que se iniciou em 1789, forjada e regida à sombra das sociedades secretas pelos livre-pensadores, e iluminados filósofos, eram derrubadas a aristocracia e a Igreja de Cristo |
Infrutiferamente, desde o advento de Cristo e da consequente consolidação do Cristianismo em todo Ocidente, o governo oculto do mundo, passaria a exercer suas táticas e imposturas, sempre sob o véu do segredo e da dissimulação.
A finalidade desse intento é destruir o legado espiritual deixado por Jesus, levado adiante por Seus discípulos (cf. 15.- A Gnose relativiza o mal como mera contraparte do bem até inverter-lhes o sentido).
Além de outras afrontas, sua mais significativa vitória se deu na cisão do Cristianismo. A divisão dos cristãos contrariava o sublime mandamento do Senhor, deixado por ocasião da última ceia:
"Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão-de crer em Mim, para que todos sejam um só" (Jo 17,20-21); e isto "para que o mundo reconheça que Tu Me enviaste e os amaste, como Me amaste a Mim" (Jo 17,23) e assim "eles sejam perfeitos na unidade" (Jo 17,23).
A eclosão do Iluminismo e da Revolução Francesa
Com o passar do tempo, a eclosão do Iluminismo e após a Revolução Francesa, que se iniciou em 1789, forjada e regida à sombra das sociedades secretas pelos livre-pensadores, e iluminados filósofos, todos eles esotericamente nutridos por doutrinas pagãs e notadamente anticristãs (talmúdicas, cabalísticas, babilônicas, egípcias, persas, caldaicas, druídicas, conforme veremos mais adiante) eram derrubadas a aristocracia e a Igreja de Cristo.
Até então, apesar de suas humanas limitações, pela graça de Deus a Igreja Católica vinha construindo paulatinamente a civilização ocidental sob a luz do Evangelho do Senhor e salvaguardando valorosamente a verdadeira Fé.
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Sob o lema “liberdade, fraternidade e igualdade”, pregado
à lâmina da guilhotina, o luciferiano incitador espírito revolucionário decapitava reis, adulterava fatos na literatura e nas enciclopédias, assassinava religiosos, profanava e incendiava igrejas, mosteiros, conventos, destruía imagens e ícones religiosos cristãos, a ponto de os adeptos da Revolução Francesa chegarem a defecar no altar-mor da catedral de Notre Dame em Paris. Nas imagens acima lê-se o paradoxal lema de Caim, que retrata claramente o fraticida espírito revolucionário: "A Fraternidade, ou a Morte" |
Declarado ódio a Cristo e Sua Igreja
Um ódio declarado a Cristo e à Sua Igreja explode a partir do século XVIII. E como veremos no decorrer do presente estudo, a aparição de Maria Santíssima à Catarina Labouré —em cuja visão a vidente observou os virginais pés da Mãe do Verbo esmagando a cabeça da "antiga serpente"— está intrinsecamente ligada às outras intervenções mariais ocorridas no desenrolar desse período que engendrou o que hoje temos a desdita de conhecer sob a denominação de "civilização pós-cristã". (Cf. 8.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM PARIS, FRANÇA (1830), 27.- O APOCALIPSE DE LA SALETTE: “O CORAÇÃO DAS MENSAGENS DE MARIA” (1846), 41.- MENSAGEM DE MARIA SANTÍSSIMA EM LOURDES, FRANÇA (1858) e também 32.- Citações interessantes sobre o terceiro segredo de Fátima).
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A Revolução não foi simplesmente anticlerical, porém algo mais grave: foi anticristã, anticatólica. Pretendeu descristianizar o país, extirpando um dos fundamentos culturais do homem. Seguiu as pautas do Iluminismo com seu modelo de homem sem visão transcendente |
O espezinhamento da cruz, referido pela Santíssima Virgem, dizia respeito não apenas às perseguições à Igreja, mas, sobretudo, o início da descristianização do Ocidente, extirpando criminosamente um dos fundamentos culturais do homem.
“Em nome da Revolução levou-se a cabo na França um verdadeiro extermínio, especialmente de católicos, sobretudo no oeste e em La Vendée. No caso de La Vendeé, foi dada a ordem de eliminar as mulheres para que não pudessem trazer filhos ao mundo e mutilar os meninos para que quando maiores não se tornassem guerrilheiros. A Revolução suprimiu, sem cerimônia, o papel da Igreja na ordem social dos séculos XVIII e XIX: com o desaparecimento dos conventos e execução de milhares de sacerdotes, apesar de que, em 1789, os elementos do baixo clero tinham se unido aos Constituintes que derrubaram a antiga ordem social, desapareceram hospitais, asilos, casas de caridade, albergues, escolas. A retórica das leis humanitárias não pôde evitar que, na França, dos seus dezesseis milhões de habitantes em idade ativa, dois milhões fossem mendigos.” (CRUZ, Juan Cruz. Filosofia da História. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2007, p.190).
“Contudo, no seio desta libertação pelo direito, certos paradoxos que mostrariam o lado utópico da Revolução começaram a ficar evidentes. O mais claro foi a relação entre a Revolução e a Igreja Católica. Como a Revolução era a proclamadora de liberdade, igualdade e Fraternidade, por que via na Igreja Católica o principal inimigo? A Revolução não foi simplesmente anticlerical, porém algo mais grave: foi anticristã, anticatólica. Pretendeu descristianizar o país, extirpando um dos fundamentos culturais do homem. Seguiu as pautas do Iluminismo com seu modelo de homem sem visão transcendente.” (CRUZ, Juan Cruz. Filosofia da História. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2007, p.179)
“Se, em 1789, a maioria dos franceses era católica praticante, quinze anos mais tarde, um terço dos católicos não cumpriam sequer o preceito dominical ou o pascal. A Revolução levou a cabo a descristianização maciça da França.” (CRUZ, Juan Cruz. Filosofia da História. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2007, p.179-180)
“A antiga idéia de pecado é traduzida agora em termos de exploração, desigualdade e opressão; e o modo pelo qual se sai dele não é a Redenção, mas a ‘Revolução’”. (CRUZ, Juan Cruz. Filosofia da História. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia e Ciência “Raimundo Lúlio”, 2007, p.188)
Em meio a esse ímpeto revolucionário, a Santíssima Virgem derrama dolorosas lágrimas pela cruz de Seu Filho "sendo calcada aos pés". A civilização ocidental, ao sucumbir à luciferiana tentação de cultuar o homem a si mesmo, opunha-se soberbamente ao plano de salvação de Seu Criador. (Cf. 57.- A queda dos anjos, segundo o magistério da Igreja Católica e o ensinamento secreto iluminista).
Patético nascimento da era contemporânea
O incitador espírito revolucionário promoveu, então, a decaptação do Rei Bourbom, Luis XVI e a rainha Maria Antonieta, enquanto profanava e incendiava igrejas, destruía imagens e ícones religiosos cristãos, a ponto de os adeptos da revolução chegarem a defecar no altar-mor da catedral de Notre Dame em Paris.
Semanas depois limparam o altar e, em louvor à “deusa razão”, transformaram a catedral em templo à Vênus, glorificando desse modo, pateticamente, a deusa da “iluminada” civilização humanista.
Assim nascia a era contemporânea.
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A "deusa razão" representada por uma prostituta sendo carregada pelas ruas de Paris |
Para citar este texto:
7 - À sombra do espírito revolucionário
Mensagens de Maria e a conspiração da "nova era"
http://mensagensdemaria.org/lo.php?codigo_artigo=7



